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uso de químicos e biológicos nos canaviais

Entenda a necessidade de fazer um controle de pragas e como o emprego simultâneo de controle biológico e produtos fitossanitários deve ser feito de forma cuidadosa.

Cana-de-açúcar: ganho de produtividade com o uso associado de químicos e biológicos

O emprego simultâneo de controle biológico e produtos fitossanitários exige conhecimento da ação dos produtos e compatibilidade com as estruturas vegetativas e reprodutivas dos agentes biológicos.

Estima-se que pragas sejam capazes de causar até 20% de danos canaviais, o que representa uma perda de U$ 2,5 bilhões de dólares por ano, equivalente a U$ 541 por hectare, segundo artigo de OLIVEIRA et al. (2014). Isso sem contar os custos com controle de pragas, que são da ordem de U$ 262 milhões.

Com isso, somados os danos e o gasto com inseticidas para o manejo, o prejuízo pode chegar à ordem de U$ 2,7 bilhões anualmente na cultura da cana-de-açúcar no Brasil. E, para deixar claro, estes dados são apenas de pragas. Portanto, o controle de pragas é fundamental para evitar prejuízos e a garantir a produtividade.

Comparativamente, o controle de insetos, plantas daninhas e patógenos no canavial é feito de maneiras bem distintas. Para insetos e plantas daninhas, estratégias de manejo químico, biológico e cultural são constantemente empregadas. No entanto, para patógenos, a estratégia mais utilizada é a variedade resistente – tema que ainda não abordaremos neste texto.

Para o controle de insetos, principalmente, o controle biológico está bem estabelecido na cultura. Há mais de quarenta anos o controle de Diatraea saccharalis (broca da cana-de-açúcar) é realizado por meio de parasitoides como Cotesia flavipes. Também é utilizado o controle de Mahanarva fimbriolata (cigarrinha da raiz) por meio do fungo Metarhizium anisoplieae.

O emprego simultâneo de controle biológico e de produtos fitossanitários exige conhecimento da ação dos produtos e compatibilidade com as estruturas vegetativas e reprodutivas dos agentes biológicos. E o resultado destas avaliações devem ser fundamentais para uma possível indicação do uso destes tipos de controle associados, isto é, de forma segura. Do contrário, os produtos fitossanitários podem ter efeito tóxico sobre os fungos entomopatogênicos e insetos e, assim, comprometer a ação no controle de pragas.

Uma importante dica que deve ser levada em conta para a definição do uso simultâneo de produtos fitossanitários e biológicos é a priorização do uso de químicos mais seletivos, pois esta estratégia pode garantir um uso mais eficiente e maior segurança para os agentes de controle biológico.

Um estudo de BOTELHO E MONTEIRO (2011), que analisou diversos produtos químicos comumente aplicados no controle de pragas em cana-de-açúcar, computou que a maioria dos produtos foi de tóxicos sobre Beauveria bassiana e Metarhizium anisopliae. No entanto, inseticidas à base de thiametoxan e fipronil, assim como herbicidas a base de imazapir, glifosato e metribuzim e maturadores a base de glifosato são compatíveis ou moderadamente compatíveis com dois fungos, podendo ser utilizado no manejo integrado na cultura da cana-de-açúcar.

Referências:

OLIVEIRA ET AL., 2014

OERKE / Cambridge

BOTELHO E MONTEIRO 2011

Fonte: https://www.blogagrobasf.com.br/cana-de-acucar-produtividade-com-o-uso-de-quimicos-e-914/n

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